Mães empreendedoras: 5 lições para fazer um negócio crescer
O pré-lançamento de Negócio de Mãe (Greta Books) reuniu as coautoras do livro em torno de algo que vai além de suas histórias individuais: a construção de empresas dentro de um mercado que cresceu e se profissionalizou nas últimas décadas.
São 26 mães empreendedoras à frente de negócios de moda, decoração, brinquedos, calçados, fotografia, festas, design e outros produtos e serviços voltados às famílias. Algumas estão há décadas no setor; outras criaram suas marcas mais recentemente. Há empresas que começaram dentro de casa, negócios familiares, operações voltadas ao atacado, lojas físicas e marcas que se desenvolveram principalmente pela internet.
Ao longo dos capítulos, feiras, parcerias, indicações, collabs, fornecedores, lojistas e relações construídas ao longo dos anos aparecem como partes importantes do caminho. Mesmo quando a ideia e a criação do produto partem de uma única fundadora, transformar esse projeto em empresa exige a participação de muitas pessoas.
As trajetórias reunidas em Negócio de Mãe ajudam a responder a uma pergunta frequente no empreendedorismo materno: como fazer um negócio crescer sem perder o controle da operação, da qualidade e da identidade da marca?
A seguir, reunimos cinco aprendizados presentes nas histórias das coautoras.
1. Feiras podem ajudar uma pequena empresa a crescer
As feiras aparecem em diferentes capítulos do livro porque tiveram um papel decisivo no crescimento de muitas marcas infantis.
Para empresas que ainda não tinham loja física nem grande alcance digital, participar de uma feira era uma maneira de apresentar os produtos, conversar diretamente com as famílias e entender suas reações. Também permitia conhecer lojistas, fornecedores e outras profissionais do setor.
Esses encontros ajudaram pequenas marcas a sair de uma atuação restrita a amigos, conhecidos ou clientes da própria cidade. Uma boa participação poderia gerar encomendas, abrir portas para o atacado e fazer a empresa chegar a novos públicos.
As feiras também funcionavam como um lugar de observação. Era possível perceber quais produtos chamavam atenção, quais dúvidas se repetiam e como o público reagia ao preço, à apresentação e à proposta da marca.
Em um período anterior à consolidação das redes sociais e do comércio eletrônico, essa troca presencial teve um peso ainda maior. Mesmo com a expansão das vendas digitais, as feiras continuam permitindo algo difícil de reproduzir pela tela: ver o produto de perto, conversar com quem o criou e estabelecer relações profissionais pessoalmente.
2. Indicações ajudam um negócio a crescer, mas envolvem confiança
No mercado materno-infantil, a recomendação sempre teve um papel importante. Mães conversam com outras mães, lojistas indicam fornecedores e empresas encaminham clientes para profissionais e marcas com trabalhos complementares.
Mas uma indicação também envolve reputação. Quando uma empreendedora recomenda outra empresa, está associando o próprio nome à qualidade daquele produto ou serviço. Por isso, relações profissionais consistentes são construídas com boa entrega, clareza e confiança ao longo do tempo.
No livro, as indicações aparecem de várias formas: uma marca que encontra um fornecedor, uma feira que apresenta novos clientes, uma lojista que aposta em um produto ainda pouco conhecido ou uma profissional que abre uma porta importante para outra empreendedora.
Essas conexões podem acelerar caminhos, mas precisam encontrar uma empresa preparada para corresponder à confiança recebida. Cumprir o que foi combinado, manter a qualidade e resolver problemas também fazem parte da construção de uma boa reputação.
3. Uma collab precisa fazer sentido para as duas marcas envolvidas
As collabs se tornaram frequentes nos mercados de moda, design e produtos infantis. Quando bem planejadas, permitem que duas marcas combinem repertórios, apresentem algo novo e cheguem ao público uma da outra.
Mas juntar dois nomes conhecidos não garante um bom resultado. A parceria precisa ter coerência com a identidade das empresas e oferecer uma razão real para o produto existir.
Também é necessário definir como o trabalho será dividido: quem cria, quem produz, quem investe, quem vende, como será feita a divulgação e o que cada empresa espera alcançar.
As experiências reunidas em Negócio de Mãe mostram que boas parcerias nascem de interesses compatíveis e de uma visão clara sobre o que cada lado pode acrescentar. Quando uma marca entra apenas para emprestar seu nome, a colaboração perde força.
4. Uma boa rede de contatos não substitui uma empresa organizada
Ter bons contatos pode abrir portas. Permanecer no mercado depende da capacidade de administrar o que acontece depois que elas se abrem.
Uma feira pode gerar muitos pedidos, mas a empresa precisa conseguir produzir e entregar. Uma indicação pode trazer um cliente importante, mas o atendimento precisa corresponder à expectativa. Uma collab pode aumentar a visibilidade, mas custos, estoque e margem continuam exigindo controle.
As redes profissionais funcionam melhor quando encontram empresas preparadas para aproveitar as oportunidades. Isso significa conhecer a capacidade de produção, organizar o caixa, cumprir prazos e saber até onde o negócio consegue avançar em cada momento.
Uma oportunidade maior do que a estrutura da empresa pode criar problemas em vez de crescimento. Por isso, aceitar um pedido, entrar em uma parceria ou ampliar um canal de venda também exige planejamento.
5. Crescer exige aprender a delegar e dividir responsabilidades
Muitas empresas começam concentradas nas mãos da fundadora. Ela cria, atende, vende, publica nas redes sociais, acompanha a produção, resolve as entregas e controla os pagamentos.
Esse envolvimento permite conhecer profundamente o negócio, mas também pode limitar seu crescimento. Quando todas as decisões dependem de uma única pessoa, a empresa avança apenas até onde ela consegue chegar.
Delegar aparece como um desafio recorrente nas histórias de Negócio de Mãe. Muitas fundadoras conhecem cada detalhe da marca e demoram a confiar determinadas tarefas a outras pessoas. Em diferentes trajetórias, a formação de uma equipe marca a passagem de um trabalho muito pessoal para uma empresa mais estruturada.
Dividir responsabilidades não significa deixar de acompanhar o negócio. Significa definir processos, orientar a equipe e entender quais tarefas ainda precisam da participação direta da fundadora e quais podem ser conduzidas por outras pessoas.
Para mães empreendedoras, essa divisão tem ainda outro impacto: diminui a dependência da presença constante da fundadora e permite reorganizar a rotina conforme as necessidades dos filhos e da própria empresa mudam.

Serviço para It Mães
Livro: Negócio de Mãe
Subtítulo: Histórias inspiradoras e lições práticas de mulheres que conciliaram a maternidade com suas empresas de sucesso no mercado materno-infantil
Organização e edição: Daniela Folloni
Publicação: Greta Books, em parceria com a It Mãe Magazine
Páginas: 224
Preço de capa: R$ 128,90
Pré-venda: Amazon
Lançamento: 15 de setembro de 2026, na Livraria da Travessa do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo








