A culpa de não estar disponível
Por muito tempo, me questionei se estava sendo uma mãe suficientemente presente. Será que trabalhar e dedicar tempo aos meus projetos significava deixar meus filhos em segundo plano?
Quando me separei, meus filhos tinham 5, 7 e 9 anos e eu precisei começar a trabalhar. Até ali, tinha me dedicado integralmente a eles e à família. Foi uma mudança enorme, acompanhada de muitos questionamentos e também de culpa.
Mas aconteceu algo que eu não esperava: meus filhos, que eram muito dependentes de mim, começaram a desenvolver mais autonomia. A nova rotina, a convivência maior com o pai e o fato de eu não estar por perto o tempo todo contribuíram para esse amadurecimento. E, quando encontrei um trabalho que amava, me senti mais feliz e confiante. Isso se refletiu na maneira como eu vivia a maternidade.
Foi quando entendi que estar presente não significa estar junto o tempo todo. Significa ouvir, acolher, acompanhar e dedicar tempo de qualidade aos filhos.
Mas será que existe uma maneira certa de equilibrar maternidade e trabalho?
Nos meus atendimentos de numerologia, vejo mulheres com personalidades muito diferentes. Algumas têm uma necessidade enorme de independência, movimento e realização profissional. Gostam de construir, liderar e desenvolver seus próprios projetos. Outras têm uma natureza mais acolhedora e familiar e encontram grande satisfação na maternidade e na vida em casa.
É justamente aí que a numerologia entra como uma ferramenta de autoconhecimento. Através dos números do nosso mapa, podemos reconhecer talentos, necessidades e características que influenciam nossas escolhas.
Dependendo da nossa personalidade, podemos ter mais facilidade em nos dedicar a determinadas áreas da vida e acabar deixando outras de lado. Reconhecer essas tendências nos ajuda a perceber quando precisamos buscar mais equilíbrio.
Mas o autoconhecimento também precisa se refletir nas nossas escolhas. Não adianta reconhecer nossas necessidades se não conseguimos criar espaço para elas na rotina. Organizar o tempo, estabelecer prioridades e reservar momentos de qualidade com os filhos são atitudes que nos ajudam a conciliar a maternidade com nossos projetos pessoais.
O equilíbrio não significa dividir o tempo igualmente entre todas as áreas. Existem fases em que nossos filhos precisam mais de nós e outras em que conseguimos dedicar mais energia aos nossos projetos.
Não existe uma fórmula que funcione para todas as mulheres. O importante é olhar para o momento que estamos vivendo, reconhecer nossas necessidades e fazer escolhas que também respeitem nossa família.
Porque ser mãe e ser uma mulher com sonhos e talentos próprios são partes da mesma pessoa. Uma coisa não exclui a outra.
E, no lugar da culpa, hoje prefiro fazer uma pergunta: quando estou com meus filhos, estou realmente presente ou apenas por perto?








