Se funciona para você, por que não vai funcionar para seu filho?
É super comum que, como mãe, a gente queira fazer escolhas pelos filhos a partir da nossa perspectiva, do nosso ponto de vista, da nossa história pessoal. Astrologicamente, podemos traduzir isso como escolher a partir do nosso próprio mapa. Se funciona para mim, por que não vai funcionar para meu filho?
Eu sou mãe, atendo diariamente muitas mães e sei muito bem disso. Vou dar um exemplo. A mãe estudou em uma escola mais tradicional e foi bom para ela. A criança vai para a mesma escola e nada funciona para ela. Quando olho o mapa da mãe e da criança, percebo que o mapa da mãe combina com aquele tipo de escola, mas não o do filho.
Podemos pensar também sobre um esporte. Eu, por exemplo, amo nadar. A natação acompanha minha vida. Tenho um Marte em Leão, que gosta de praticar atividade física, apesar de não gostar de qualquer uma, na casa 12, que tem uma relação muito forte com a água, com o isolamento. Para mim, nadar é estar em contato comigo mesma, com o silêncio que ajuda a organizar minhas ideias, que são muitas, já que eu sou tão geminiana. Minha filha era bem pequena quando eu fiz a inscrição dela na aula de natação pra bebês. Depois para crianças. Depois aulas mais avançadas. Ela nunca amou. Fazia, reclamava. E eu insistia sempre alegando que, como gostamos muito de praia e piscina, isso era importante para a própria segurança dela. Um dia, ela me propôs um combinado. Disse que faria até saber nadar muito bem, mas quando entrasse numa fase competitiva, não queria mais. Fechamos esse acordo e isso aconteceu recente. Ela saiu da natação, abriu mão de uma vaga super difícil no clube e meu coração entrou em sofrimento. E por que estou contando isso?
Isso é o que vejo diariamente mães e pais passando e compartilhando isso comigo. Minha filha, com um Marte em Capricórnio, com Plutão junto, na casa 7, ou, traduzindo esse astrologuês para o português, com uma vontade de focar em atividades desafiadoras e competitivas que envolvam outras pessoas e na qual haja convivência, troca e embates positivos, preferiu jogar futebol. Aliás, essa foi o nosso combinado lá atrás. Ela fez ambos por bastante tempo, mas agora vai se dedicar apenas ao que ela escolheu. Eu, como astróloga, só posso respeitar essa decisão, afinal, sei o quanto essa é uma atividade física que combina muito mais com ela e vai fazê-la muito mais feliz.
Esse exemplo pode ser levado pra qualquer outro assunto. A escolha dos amigos, das brincadeiras, dos hobbies, do que fazer no tempo livre. Futuramente, isso também vai impactar escolha de carreira, vestibular a ser prestado e tantas questões tão importantes da vida.
A verdade é que somos únicos, cada um tem seu mapa astrológico, um DNA cósmico em particular e, por mais afinidades astrológicas que tenhamos com nossos filhos (incluindo enteados, filhos adotivos, etc), dois mapas jamais serão iguais. Ou seja, cada um tem seus gostos e necessidades, coisas que funcionam mais ou menos e essa é uma das coisas que eu mais amo na Astrologia: mergulhar em cada universo particular e saber que compreender e viver bem essa essência, esse quem somos, é o que vai nos fazer feliz.
É claro que para alguns assuntos, como mães e pais, somos responsáveis em fazer as escolhas e que certas situações podem não atender às necessidades familiares. Mas, ainda assim, conhecendo o próprio mapa e o da criança, sempre podemos integrar melhor cada necessidade e fazer escolhas mais saudáveis, para nós e para nossos filhos.









