Mãe também viaja (com ou sem filhos)
E seu mapa astrológico e momento pessoal podem dizer muito sobre isso.
Eu amo viajar e meu mapa astrológico diz muito sobre isso. Com um Júpiter (planeta das viagens) forte no mapa e a casa 9 (área astrológica que fala sobre viagens) regida por Vênus (planeta do prazer e das alegrias), não podia ser diferente. Além de tudo, sou geminiana e a curiosidade é algo que me move constantemente. Amo conhecer gente e assuntos novos, ir a lugares diferentes e aprender o tempo todo. E não só lugares, coisas e assuntos novos. Adoro viajar para lugares onde já estive antes (tanto Vênus quanto Júpiter que eu citei, estão no signo de Câncer, que busca conforto, aquilo que é familiar). E, apesar da minha alma geminiana amar a liberdade, também adoro viajar com gente com quem tenho intimidade, especialmente minha família. Mas, quando minha filha nasceu, lembro que um dos meus grandes medos era não poder viajar mais. Pelo menos não na intensidade que eu sempre viajei, pessoalmente e profissionalmente.
Essa contextualização é para contar um pouco sobre como nosso próprio mapa astrológico conta sobre nossa relação com as viagens, mas também para introduzir o que quero compartilhar de fato. A primeira coisa que quero contar é que desde que minha filha nasceu, não parei de viajar. Acho que não é à toa que tenho uma filha com Sol, Lua e Vênus em Sagitário e ela ama viajar. De viagens mais simples às mais complexas, de trilhas na natureza à congressos no Brasil e no exterior, passei a leva-la comigo sempre que possível. E também já fiz algumas viagens sozinha, o que é sempre um misto de leveza e saudade. Afinal, tem mãe que não se sente culpada quando está longe da filha?
Recentemente, em abril, fiz duas viagens muito significativas que me acrescentaram muito. Como profissional, com pessoa e como mãe. A primeira viagem foi para os Estados Unidos, para fazer um curso de negócios. Era um sonho antigo, planejado por muito tempo. Fechei tudo um ano antes e me preparei para isso. Valeu a pena. Foram dias incríveis estudando sobre negócios, em um curso não só teórico, mas totalmente prático, imersivo, com inúmeras visitas técnicas a diferentes empresas, pequenas e grandes, de diversos tipos de negócios. Estudamos sobre excelência em serviços, cultura de empresa, vendas e muito mais. Foi uma experiência transformadora estar lá e, por mais que minha filha tenha sentido essa distância, ficou claro para ela, também, o quanto foi importante para mim essa missão. Sem dúvida voltei transformada, como profissional e como mãe.

Assim que voltei, outra viagem me aguardava. Minha mãe fez 80 anos e, como uma boa taurina com Ascendente em Sagitário, preferiu uma viagem e não uma festa. Quis se dar de presente levar a neta para conhecer Paris e lá fomos nós. Só “as meninas”. Mãe, filha, avó. Foram dias mágicos, juntas, fortalecendo esse vínculo que é tão importante.
Astrologicamente, nossa Lua fala tanto da mãe que temos/tivemos, como da mãe que somos. Vivenciar esses dias, longe da rotina, com minha mãe e com minha filha, também foi transformador. Nos divertimos muito. Nos conectamos. Fortalecemos nossos vínculos. Conversamos. Passamos um tempo realmente juntas. Presentes. Minha Lua em Virgem, observando cada detalhe dessa conexão. Minha mãe com sua Lua em Peixes, vivendo afetivamente cada momento, emocionada pela oportunidade de ter essas conexões, com a filha e a neta, aos 80 anos. Minha filha, com a Lua em Sagitário, curtindo o fato de ter mulheres “viajantes” na família, valorizando essa oportunidade de estar junto conhecendo o mundo. Luas que se conectam pelo ritmo, mutável, pela curiosidade. Também são Luas que se “desconectam” pelos diferentes elementos, que, quando juntas, deixam claras as diferenças, na forma de viver e exercer a maternidade (no caso eu e minha mãe), a afetividade, a busca por segurança e a demonstração do afeto. E observar isso, também nos reconecta.
Agora de volta e após ambas viagens, tão diferentes, mas igualmente intensas e transformadoras, paro para refletir o quanto é importante para a mãe ter momentos sozinha, vivendo seu próprio propósito, sua vida profissional, seus momentos de dedicação ao momento presente, sem as demandas da maternidade. Ao mesmo tempo, o quanto não só é importante, mas prazeroso o estar junto, vivendo intensamente essa conexão. E, no final das contas, o quanto aprendemos sobre nós mesmas e sobre essa relação, em qualquer um desses momentos.
Deixo aqui a dica para que cada mãe possa conhecer mais sua própria Lua, observando o que é da sua mãe e o que é seu, como mãe. Que possa conhecer a Lua da sua mãe e compreender o quanto que, por mais desafios que possam ter existido, ela foi a melhor mãe que podia ter sido. Conhecer a Lua dos seus filhos, para compreender melhor como eles te enxergam como mãe. E, o mais importante de tudo, buscar pontos de contato que melhorem essa conexão.
No meu caso, essas viagens foram essenciais para refletir mais sobre isso e deixo aqui o conselho: se tiver uma viagem importante, faça. Na volta, vocês matam as saudades. E, sempre que puder viajar junto, faça isso, pois esses momentos são essenciais para essa (re)conexão.
E, claro, a Astrologia sempre pode oferecer esse olhar, para que tudo isso seja feito de forma ainda mais consciente, profunda e transformadora.








