O que seu filho está aprendendo sobre dinheiro… com você?
Em Maio, mês das mães, realizamos um encontro especial com as Investidoras de Elite e seus filhos. Independente da idade, filhos e mães juntos no Encontro Quinzenal. Confesso que falar para um público com idades tão diversas foi uma tarefa desafiadora e, ao mesmo tempo, reveladora. Em determinado momento, perguntei às crianças e aos adolescentes que estavam presentes:
“Pra que serve o dinheiro? Quero ouvir dos filhos, na perspectiva deles, a função do dinheiro em nossas vidas.
As respostas nos surpreenderam. Houve quem dissesse que dinheiro era para ter, pagar contas ou gastar. Houve também quem dissesse que dinheiro era para a mãe não ficar estressada. Hoje ainda quem dissesse que dinheiro era para o pai e a mãe não brigarem.
A sinceridade nas falas deixou claro o alerta que eu queria provocar nas mães e reforçou o tema do encontro, título desse artigo.
Cobramos educação financeira nas escolas, muitas de nós somos muito bem instruídas sobre a administração de nossas finanças e a multiplicação do nosso patrimônio, entretanto, precisamos nos interrogar criticamente e honestamente sobre qual mensagem estamos passando para nossos filhos e nossas filhas na rotina com o dinheiro.
Essa mensagem é passada pelas palavras que usamos para nos referir ao dinheiro, aos hábitos que demonstramos, à relação que temos com o dinheiro, se somos servas ou rainhas, e assim por diante. As crianças são observadoras de tudo o que falamos e fazemos. Posteriormente, podem se tornar reprodutoras, pois absorvem nossos atos e nossas palavras como verdadeiras esponjas.
Precisamos ensinar aos nossos filhos e às nossas filhas que o dinheiro requer gestão, não com cortes, não é para mutilar e sim multiplicar, um ato de responsabilidade para torná-lo uma ferramenta de liberdade e segurança. Além disso, precisamos mostrar que nós o dominamos e não somos dominadas por ele.
Se esse texto te tocou e você deseja começar a praticar, estamos num excelente momento.
Copa do Mundo e o tradicional álbum de figurinhas.
Uma reportagem da Exame revelou que o custo mínimo para ter e completar o álbum da Copa do Mundo de Futebol Masculino passa de R$ 1 mil. No entanto, esse cenário é bastante improvável, visto que para isso seria necessário não ter nenhuma figurinha repetida.
Escutando um professor da Universidade Federal de Minas Gerais, o portal anunciou que, no cenário mais extremo sem trocas e sem sorte, o valor embolsado pode chegar até R$ 9 mil, na média, para um álbum completo, considere de R$ 4mil a R$ 6 mil .
O álbum tem uma tradição, uma experiencia, aprendizados e muita adrenalina envolvida, por isso, longe de mim dizer para não presentear seu filho ou sua filha com o esse hype do momento.
O que quero orientar e defender, é que supérfluos fazer parte da vida, mas desperdícios não. Que tal tornar o álbum um projeto em família? Mostrar o investimento, o retorno intangível, momentos prazerosos sem perder o juízo e nem o orçamento de vista.
Além de tornar o momento ainda mais consciente e prazeroso, pode ser uma lição financeira que os filhos levarão para sempre consigo. Talvez uma lição até para os próprios pais, pois gerir o orçamento requer conhecimento, e como está o conhecimento do orçamento familiar por aí?
Isso é ter domínio sobre o dinheiro! É mostrar, de forma exemplar, quem está no controle das escolhas de forma ativa e intencional. Conversem com as crianças sobre finanças e decisões, tire o dinheiro do lugar de tabu e demonstrem como ele faz parte da vida de vocês de forma saudável.
Se fez sentido pra você, compartilha comigo, vou adorar saber. A mulher que se transforma, transborda! Vamos juntas.
Fonte: https://exame.com/esporte/quanto-custa-completar-o-album-da-copa-2026-matematico-estima-gastos/








