Tecnologia e conexão dão o tom da Feira Abrin 2026
A maior feira de brinquedos da América do Sul, a Abrin 2026, aconteceu em São Paulo entre os dias 1 e 4 de março e deixou claro que as empresas seguem investindo em brinquedos cada vez mais tecnológicos, ao mesmo tempo em que têm se empenhado em não abrir mão da magia e do encanto afetivo.
A nova geração de pais quer inovação com propósito e as famílias buscam significado no ato de brincar, e para isso, casar tecnologia e conexão é fundamental.
O que se viu nos corredores foi uma miscelânia de novidades para agradar essas duas vertentes. Brinquedos de madeira ganharam protagonismo com acabamento artesanal, estética natural e proposta sensorial. Jogos de montar, kits criativos e peças que estimulam coordenação motora e autonomia revelam um desejo coletivo por desacelerar a infância e reconectar o brincar à experiência tátil. O rústico deixou de ser tendência passageira e passou a representar valor.

Ao mesmo tempo, a tecnologia aparece integrada nos brinquedos para conectar e cria novas narrativas. Entre lançamentos que reforçam essa tendência está o Dog Mix, da Pais & Filhos Brinquedos, um quebra-cabeça que propõe uma experiência criativa e personalizada. Com mais de 96 combinações possíveis, o brinquedo permite que a criança misture peças para criar seu próprio cachorrinho, estimulando coordenação motora, percepção visual, imaginação e raciocínio lógico de forma lúdica.

Já a Sunny Brinquedos traz como novidades o Gugu Owl e Mister Smart, que são pelúcias com inteligência artificial que inauguram uma nova proposta de interação no varejo nacional. A ideia é juntar o carinho da pelúcia com a tecnologia para transformar o brincar.
Brinquedos robôs também seguem como destaque, com estandes voltados a modelos que atendem comandos com gestos, dançam e falam.

Outro fenômeno que domina a feira são as blind boxes, brinquedos nas colecionáveis embalagens-surpresa. Depois das bonecas Fofoletes e LOL, a aposta agora recai sobre as My Minie Baby, lançamento da Candide que já desponta como objeto de desejo entre meninas de 5 a 9 anos. Cada caixa revela um pequeno bebê de silicone acompanhado de acessórios delicados, criando uma experiência que une colecionismo, surpresa e estética girlie. Para este ano, a empresa lança duas novas versões da boneca que foi o must have do Natal. Uma coleção com temática disney – onde as bonecas ganham roupas de personagens famosos como Stitch- e a my minie baby sweet hearts, com bonecas representando diferentes flores. Assim como em outras coleções, as super raras são as mais buscadas entre as crianças e o que estimula a pedirem sempre uma nova chance para comprar “só mais uma” aos pais. Já as bebês reborn, bonecas de silicone cada vez mais parecidas com os bebês de verdade, seguem entre as queridinhas das lojas e confirmam que o brincar e imaginar é fundamental nas crianças.


Os números confirmam a força do setor. Dados da Abrinq indicam que o faturamento da indústria ultrapassou R$ 10 bilhões em 2025, com mais de 43 mil empregos diretos, e a expectativa é de cerca de 1.740 lançamentos em 2026. O mercado cresce porque entende que o brinquedo é ferramenta de desenvolvimento, identidade e afeto.








