Jogos e brincadeiras: família que joga unida permanece unida


Liana Mazer
por: Liana Mazer

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Os jogos são uma oportunidade para a família se conectar e se divertir (foto: Liana Mazer)

Desde o último feriado, no final de novembro, a febre aqui em casa são os jogos. Já fazem parte da rotina: as crianças jantam, tomam banho e deixam tudo preparado para esperar o pai chegar para uma partida antes de dormir. Tudo começou porque naquele fim de semana prolongado fomos com outras três famílias para um sítio onde não havia internet nem TV, e choveu. Em busca do que fazer para entreter as crianças, começamos a relembrar os jogos de nossa infância que conseguiam reunir e divertir pais, filhos, primos, tios, avós… Momentos de glória que estavam bem vivos na memória de todos os adultos presentes.

O mais lembrado foi o Detetive de baralho. “Preso em nome da lei!”, dizia o detetive quando pegava o assassino piscando (sua arma secreta!) para “matar” alguém. Aliás, nos demos conta de como jogávamos cartas! Guerra, rouba-montes, mau-mau, dorminhoco (ou porco, como é conhecido pelos paulistanos), mico…

Depois das cartas vieram as mímicas. Bichos, filmes, personagens… Demos muitas risadas! A diversão foi tanta que os adultos continuaram brincando depois que as crianças foram dormir. E no dia seguinte, mesmo sem chuva, todos queriam jogar mais. Os meus filhos então, como falei, não querem saber de outra coisa. Até mudaram seu pedido para o Papai Noel, para garantir novos jogos para as férias.

Toda essa empolgação me fez pensar, sem resistir ao trocadilho: o que realmente está em jogo aqui? Sim, jogos são muito legais, nos desafiam e mexem com o nosso lado competitivo. Mas a graça, o que atrai mesmo todos, é o fato de estarmos realmente envolvidos em uma mesma atividade, nos divertindo juntos. Por isso joguem com seus filhos, sobrinhos, familiares e amigos nessas férias. Vamos começar o ano mais alegres e unidos!

Jogos que estão fazendo sucesso aqui em casa:

Uno Attack, Jogo da Vida dos Minions, Detetive (tanto o de baralho como o de tabuleiro), Imagem e Ação Junior.

Regras de alguns jogos de cartas legais para crianças:

Detetive de baralho
Em pequenos pedaços de papel (a mesma quantidade que o número de jogadores. Quanto mais gente, melhor!) escreva: em um papel a letra “A”, de assassino; num outro a letra “D”, de detetive; e nos demais a letra “V”, que indica o papel de vítima. Todos devem se sentar em um círculo e então os papéis são sorteados. Quem receber a letra A deve, disfarçadamente, piscar para um outro jogador para matá-lo. Se ele for vítima, deve anunciar: morri. O detetive deve ficar atento a todos para descobrir o assassino (e o assassino deve ficar atento para identificar o detetive e evitar que o mesmo o pegue no flagra cometendo um “crime”). Quando descobrir o assassino o detetive deve falar: “Preso em nome da lei!”. Se o detetive errar, ele perde o jogo.  O assassino também ganha se matar todas as vítimas.

Dorminhoco
Separe grupos de quatro cartas iguais, um para cada jogador. Depois junte um coringa, embaralhe e distribua quatro cartas para cada um. A pessoa que ficar com cinco cartas começa o jogo. O objetivo do jogador é formar o grupo de quatro cartas iguais. Para isso, ele deve se livrar o mais rápido possível das cartas diferentes, passando uma de cada vez para o jogador ao seu lado (sentido horário). Isso se repete até que algum jogador consiga formar o grupo de quatro cartas com mesmo número. Quem recebe o coringa deve permanecer com ela na mão por uma rodada. Quando conseguir um grupo de quatro cartas iguais, o jogador silenciosamente deverá baixar suas cartas na mesa. Todos deverão fazer o mesmo e o último a fazê-lo será o “dorminhoco” da rodada.

Rouba-montes
Distribua quatro cartas para cada jogador e depois abra oito cartas no centro. O restante fica em um monte de compra, virado para baixo. O jogador verifica se tem uma carta de número ou letra igual a qualquer uma da mesa. Se tiver, ele junta as duas e começa seu monte. Se não tiver, descarta uma de suas cartas na mesa. Os jogadores continuam fazendo isso, tentando formar o maior monte possível. Se você tiver uma carta igual a de cima do monte de outro jogar, pode usá-la para roubar o monte dele. Quando terminam as cartas, o jogador pode comprar mais quatro. Ganha quem terminar com o monte maior.

  • Liana Mazer

    Mãe da Alice e do André, jornalista e criadora dos livros de atividade YOYO. Acredita que por meio da arte, da cultura e do brincar podemos formar indivíduos apaixonados, seguros, criativos e com a mente aberta

Data da postagem: 29 de dezembro de 2015

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