Crianças na água! Medidas de segurança para evitar afogamento


Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde
por: Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde
Todo mês, um médico especialista escreve para as it-mães

Milene Gavioli da Silva, pediatra do Fleury Medicina e Saúde

No Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de mortes por acidentes de crianças. Normalmente ocorre de maneira rápida e silenciosa. Pode acontecer em um breve momento em que a criança está sem supervisão. Para se ter uma ideia, em apenas dois minutos submersa a criança perde a consciência. Após quatro minutos, o cérebro pode sofrer danos irreversíveis.

Com a chegada do verão – e durante o ano todo, porque no Brasil tem calor o ano todo em algumas regiões – tem diversão da criançada na piscina, praia e mar. E cuidado redobrado para pais e responsáveis.

Aumenta a preocupação em como deixar os pequenos brincarem nesses ambientes com segurança.

Para além do ambiente de praia e piscina, algumas lugares da casa também guardam seus perigos quando o assunto é afogamento, pois crianças pequenas (de até 4 anos de idade e com até pouco mais de um metro de altura) podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio.

Mas não precisa entrar em pânico nem proibir o seu pequeno de ir à praia ou piscina ou de se divertir no ambiente doméstico. Com alguns cuidados e dicas, dá para garantir a diversão e reduzir os riscos de afogamento.

Dicas anti-afogamento

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo. A distância segura é a um braço da criança;
  • Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
  • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193);
  • Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
  • Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
  • Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Na piscina

  • Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.

Em águas naturais como rio, lago, mar

  • Tenha certeza de que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
  • Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Em casa

  • Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças objetos como: baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
  • Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechadas ou trancadas por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
  • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.

Boia ou colete salva-vidas?

  • O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, pois podem estourar ou virar a qualquer momento.

Lembre-se! A supervisão permanente de um adulto é a garantia de segurança de nossas crianças. Isso, somado às dicas acima, ajudarão os papais terem brincadeiras na água com menos preocupações, e os pequenos aproveitarem plenamente a melhor estação do ano.

  • Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde

    O Fleury Medicina e Saúde conta com uma equipe de pediatras nas unidades Fleury Kids, estruturadas especialmente para o atendimento diagnóstico ambulatorial pediátrico (0 a 12 anos) e criadas sob um conceito totalmente diferenciado para receber não só a criança que tem exames programados, mas também aquela que acabou de sair do pediatra com uma queixa aguda e que precisa de esclarecimento rápido, evitando assim ambientes hospitalares. Dentre eles, há pediatras especializados em imunização, endocrinologia, reumatologia, alergia, infectologia, entre outros para esclarecer as dúvidas das famílias em relação aos exames de seus filhos, oferecer suporte nos procedimentos, acompanhar os resultados e, em determinados casos, garantir a liberação dos laudos em um prazo reduzido, além de prestar consultoria ao pediatra da criança para que o médico solicitante consiga concluir o diagnóstico e tomar a decisão terapêutica de forma mais ágil e precisa.

Data da postagem: 15 de janeiro de 2020

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