Como cortar a unha do bebê


Dra. Carla Bortoloto
por: Dra. Carla Bortoloto
Médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica

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Se tem receio de machucar o seu filho, tente cortar as unhas enquanto ele dorme (Foto: 123RF)

Mãos e pés delicados, dedos miudinhos, unhas fininhas… Pode ser o primeiro ou o décimo filho, a verdade é que as mães sempre ficam receosas quando o assunto é cortar as unhas do bebê. Mas, não é preciso ter “medo”! Apará-las mantém os pequenos longe de possíveis arranhões no rosto e nos olhos e também de contaminação, já que as crianças costumam levar tudo à boca (e como junta sujeira debaixo das unhas compridas mesmo sem a gente perceber!).

Formadas por queratina endurecida, as lâminas ungueais (ou seja, as unhas) são consideradas um anexo da pele e têm como função proteger a extremidade dos dedos de traumas. Elas começam se desenvolver ainda na gravidez, por volta da 12ª semana, sabia? E, a partir daí, vão crescendo semanalmente. Por isso muitos bebês já nascem precisando apará-las. Mas vale lembrar que nos recém-nascidos as unhas ainda são bem molinhas (elas só endurecem de fato por volta dos 2 anos de idade), por isso, alguns cuidados devem ser tomados para evitar ferimentos e inflamações.

Antes de cortar, vale a pena higienizar as mãos do pequeno com água morna e sabão. Depois, com tesourinha sem ponta ou cortador especial de ponta arredondada, comece a cortá-las, sempre em linha reta e não muito rente à pele (para diminuir o risco de encravá-las).  Para evitar machucados, lembre-se também de manter os dedinhos bem afastados uns dos outros enquanto apara as unhas. Muitas crianças ficam inquietas e até choram nesse momento. Uma opção nesse caso é tentar tornar o momento de cortar as unhas divertido, com músicas e brincadeiras. Ou, se não tiver jeito, apará-las enquanto ela dorme.  As unhas das mãos devem ser cortadas uma vez por semana, e as dos pés, mensalmente.

E se encravar?

Mesmo com todos os cuidados a unha da criança ainda pode encravar. Entre os “vilões” capazes de causar esses traumas estão os macacões com pezinho, as meias grossas  e os sapatinhos muito apertados. O momento em que a criança começa a engatinhar também merece atenção especial, já que o atrito como o chão pode ocasionar lesões nos dedos e lascar as unhas.  Por isso, “olhar de lupa” nas mãozinhas e pezinhos para antecipar o problema, ok? E, caso surja uma unha encravada, a dica é massagear – com movimentos circulares e bem leves – os dedos da criança com óleo de amêndoas doces.  Além de amenizar o incômodo, certamente o bebê gostará deste carinho. Se não resolver, converse com o pediatra.

  • Dra. Carla Bortoloto

    Médica especializada em Dermatologia clínica e cirúrgica, tricologista, professora da Pós-Graduação em Dermatologia das Faculdades BWS, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da American Academy of Dermatology (AAD)

Data da postagem: 12 de julho de 2016

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